sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Perforated House



A casa situa-se entre uma fileira de única fachada vitoriana e a estatégia da KUD foi a de revelar que essa demanda e atração de tais têm uma ligação mais forte com a nostalgia romantizada do que de bom design. Em uma tentativa de quebrar a fachada ornamental que determina o caráter de bairro, a Perforated House tem o objetivo de redefinir as fronteiras, particularmente a sustentabilidade ambiental através da orientação solar.

“Para nós, esse projeto é uma plataforma para estabelecer um diálogo crítico dentro de nosso ambiente construído; de levantar questões e encontrar soluções. O projeto é uma crítica sobre as nossas atitudes culturais e como determiná-las naquilo que consideram ter um significado do patrimônio e como narrar tais idéias de uma forma crítica e contemporânea.”

Desafiamos a ideia de que pequenos blocos de cidades do interior não podem responder aos complexos constrangimentos contextuais, tais como a orientação, sustentabilidade, controles de planejamento urbano e restrições de patrimônio.



Conclui-se que essa demanda e atração de um modelo de habitação tem uma ligação mais forte com a nostalgia romântica do que com um bom design com ênfase no simbolismo da fachada ornamental que determina o “caráter da vizinhança” ao invés de responder a ele.

“Our strategy was to break down the terrace house elements, critique, and form a response these elements. Particularly, the terrace house’s inability to address solar orientation; the poor linear program, constantly remodeled with predictable space na limited planning to achieve some sort of link between the active habitable space and the external private open apace and the lack of natural light and ventilation within the house.”



As principais áread de investigação foram o simbolismo e ornamentação; os espaços públicos e privados e a redefinição de seus limites; a sustentabilidade ambiental; a orientação particularmente solar; e a programação do plano.

A forma construída é essencialmente um enchimento urbano dentro de um envelope. Muito pequena, a Perforated House é a nossa proposta de estabelecer uma linguagem alternativa de nossas atitudes culturais para questões críticas da identidade e do patrimônio. Estávamos interessados em manter a “idéia” e do “simbolismo” da varanda, mas elevando o gesto de uma irônica sátira para iniciar um debate público. A ironia é que apenas na ausência de matéria, através de perfuração, em vez de uma reprodução física da varanda de uma casa, é o simbolismo de uma casa de varanda aparente.


Nós queríamos a casa para ser mais do que apenas uma fachada. Mias do que apenas uma mensagem ou um preso gráfico para um edifício. Nosso prédio não é uma lona urbana em homenagem a um “galpão decotrado” de Ventiri. Em vez disso, a fachada externa também pode ser experimentada internamente, pois é um dispositivo muiti-funcional que constantemente transforma o edifício do estado sólido ao vazio, do privado ao público e do opaco ao transparente. De dia, o edifício é pesado e reflexivo, mas a noite inverte para um plano macio, translúcida caixa de luz, permeável.

A parede operável, ou a ausência da fachada, permitiu-nos à crítica a idéia de que as casas são estáticas.



O uso de paredes operáveis, portas, cortinas e paredes de vidro permite que os ocupantes controlem a experiência e o ambiente. Esta manipulação de arquitetura do espaço permite uma indefinição das fronteiras entre os espaços dentro/fora e público/privado. Os espaçõs manipulados se sobrepõem e "perdem" amenindade e o contexto do ambiente circundante.

“Reinforced by childlike mural reminiscent of past era, the North facing terrace redefines the “Aussie” backyard and forms a commentary on the changing demography of the family unit anda, ultimately, the typology of inner city house.”


domingo, 17 de julho de 2011

Barroco, Bauhaus e Niemeyer


Viajando pelo Google de bobeira me deparo com essa imagem e começo a rir ahahaha.
Melhor 'sacada' dos últimos tempos.

Bom, quem é leigo talvez não entenda e desconheça a relação entre os nomes e os 'símbolos' do teclado. Mas quem é estudante de Arquitetura & Urbanismo ou é formado nessa profissão e não conseguir entender, pelo amor! Volta para o primeiro período!

Ok, com uma pequena ajudinha do nosso querido amigo Google de todas as horas para todos os leitores terem acesso ao conteúdo postado aqui..








Beijos e até a próxima! ;*

A Arquitetura de uma arte

Olá caros leitores arquitetos e leigos!

Cá estou de volta. Demorei mas voltei. O dia-a-dia anda corrido mas a gente faz o que pode né?

E para voltar com o pé direito, segue abaixo um texto de um amigo, Vítor Paiva Rodrigues sobre Arquitetura que me encontou quando li.

Espero que gostem, afinal é sobre a nossa profissão além de ser muito belo e profundo.

Beijos e até a próxima! ;*



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“Arquitetura é música petrificada”.

Johann Wolfgang von Goethe.



A arquitetura de uma arte

Para começar, devo alertar que sou leigo no assunto. Mas o que minha mente desconhece a fundo, meus olhos contemplam como arte e encantamento. De fato, me apaixono pela arquitetura a ponto de querer ser também um arquiteto. Para tanto, devo abrir minha cabeça a um universo todo amplo e novo e enxergar o que pode ser de uma forma que nós (leigos) nunca haveríamos de ter pensando e, no entanto, sem ser obvio, soar com funcionalidade a criação construtiva, a perfeição e a beleza.

Esse texto não tem nenhum intuito de provocar qualquer anseio de inovar na arte da arquitetura moderna, conceituando novos ares, muito menos apenas ser saudosista de que a de outrora é mais bela e deve ser preservada. Vem apenas pra dizer o quanto me agrada, me comove e me encanta.

O arquiteto é como um poeta que utiliza dos traços ligando uns aos outros, como a rima que metrifica e sonoriza um poema. O poeta se utiliza de licença poética quando quer dizer ao seu estilo algo que poderia dizer de mil maneiras, mas a maneira do poeta é o que o faz poeta. A licença poética do arquiteto está presente em toda sua criação. Assim, não existe obvio na mente dele e suas criações tendem a superar os limites do inimaginável, sem ser, contudo, abstrato demais destoando do ambiente o que melhor ele pode dizer. A poesia do arquiteto é, portanto, não escrita nem falada, mas construída.

A luz, o ambiente, o vento, o clima, enfim, tudo influencia na criação da “poesia arquiteta” a ponto do poeta dos traços, definir em cada rabisco de esboço, as linhas gerais de seu poema mais lírico, mais encantador e assim, quando pronto, a poesia dirá por si própria, ganhando vida aos olhos de quem a contemplar: a rima mais cara no ângulo distinto, na forma mais característica e lido como um todo, cada ponto encontra sua rima perfeita, sua métrica e sua sonoridade.

A arte de inovar vem das mentes criativas desses arquitetos que são ousados por natureza, pois aprendem a romper com imaginação de apenas paredes, teto, chão, portas e janelas. Se eu fosse construir alguma coisa, seria a mais banal possível, não porque não tenho criatividade, mas porque não tenho a “criatividade arquiteta”. Aquela que faz um prédio não ser um simples prédio e transforma uma casa num espaço de conforto para que o dono sinta o lar doce lar almejado.

Queria ser arquiteto, de fato. Encanta-me e fascinam-me as criatividades que se pode ter. Mas como eu mesmo disse, o arquiteto é o poeta que constrói. Não se faz um poeta, se nasce poeta. Não se faz um arquiteto, se nasce arquiteto. A alma é diferente. Os olhos são diferentes. Eles apenas esperam o momento certo de enxergar com olhos de arquiteto, esse olhar que olhos comuns não vêem, apenas sentem.

Assim, resignado, meus olhos comuns apenas contemplam, como se pudessem aplaudir de pé a arte de criar, de ser, de viver a arquitetura.



Vítor Paiva Rodrigues.

Falta de comunicação que chama


Eu RI!
AHSUAHSUAHSUAHSUAH

Sem mais..



;*

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Semana da Arquitetura - Noite - Marcelo - Andrade Morettin | 4º dia


Exposição de Trabalhos - Marcelo Maia - Andrade Morettin Arquitetos e Associados


Marcelo Maia




Marcelo apresentou 4 trabalhos do escritório Andrade Morettin Arquitetos e Associados - SP e explicou brevemente como funciona o escritório que participa de bastante concursos; um dos motivos que levou o escritório para frente.



Com o terreno perto da praia, teve como proposta não derrubar nenhuma árvore e ser implantada em uma clareira no terreno em frente a praia.

Características: ambiente muito úmido e quente, ventilação cruzada, elevada do chão, frente ao mar, estrutura em madeira, , planta bem simples, varanda com pé direito duplo integrando a sala, 2 volumes (uma casca que protege das intemperes e dentro valores que integram a arquitetura), obra limpa, isolamento térmico de lã de rocha, transparência, inóspita e crua vista de fora, aparência exterior de um container, tela mosqueteiro nas fachadas frontal e posterior, transpasse entre os dois lados, integração com a natureza.




Projeto criado para um concurso Nacional com 2 fases e 116 inscritos.

Todo feito em estrutura metálica, sua implantação tem relação com o convento existente no terreno (exigência da Petrobás).

Em forma de uma lâmina com 4.000 m² toca o terreno o mínimo possível, dando a impressão de que o objeto arquitetônico "caiu" no terreno. A cota em que foi implantado é a mesma em que situa o Convento, mantendo um contato visual do usuário.

Características: adequação ao clima, ventilação ao mesmo nível do usuário, brises em madeira barram o sol mais crítico e a tela metálica o mais fraco, o projeto é todo aparafusado não tendo nada soldado.



Localizado na Vila Madalena - SP, um bairro muito alto, tem o privilégio da vista para a cidade.
Caráter universitário, perto da USP (bairro de estudantes).
Total flexibilidade dos apartamentos (layouts diferentes), o cliente pode escolher como quer o apartamento.

Para a construção do projeto não conseguiram comprar todos os terrenos (uma senhora não quis vender sua casinha), por isso ele tem essa forma em "L".

Sua entrada é dermacada com uma escala monumental.
Foram utilizadas como ele mesmo disse, "plaquinhas" (revestimento em madeira) nas fachadas com o objetivo de deixar o apartamento mais arejado e divertido com um aspecto mais "pop".





PS: Confesso que no meu 5º período fazendo estudos de caso pessoais para o Edifício Residencial encontrei este projeto e fiquei encantada com o mesmo; foi uma das minhas inspirações para o meu PA.


Bem, por hoje é só. Espero que tenham gostado e até manhã! (Último dia!)

Beijos ;**

Semana da Arquitetura - Manhã | 4º dia

O Processo Projetual - Paulo César Lourenço (PC)


Paulo César Lourenço


A palestra teve como objetivo o desenvolvimento do projeto completo desde a concepção a execução. É preciso compreender as diferenças entre os objetivos de cada etapa projetual e as características necessárias para o desempenho da função.

Afirmou que o forte da nossa atuação na faculdade é o Estudo Preliminar e desmistificou algumas questões como por exemplo a de que o projeto termina na maquete; muito pelo contrário, aí está apenas começando o Projeto Preliminar.

Tratou do projeto arquitetônico como produto - o nosso trabalho define o produto.


A seguir, mostro a vocês um pouco do que aprendi e entendi com a palestra muito proveitosa e super detalhada de quais são as ETAPAS DO PROJETO. São elas:


1) Estudo de viabilidade técnica:

Momento onde ainda não tem-se o terreno, não sabemos ao certo o que fazer. É uma etapa na qual ainda não iniciamos o projeto mas o mesmo é fundamental para sabermos o que é viável ou não. Há a necessidade do levantamento de dados, de desenvolver o projeto de Arquitetura em números e textos.

É preciso analisar a viabilidade técnica entendendo a legislação e antes de ser feito aquilo que achávamos que era estar fazendo arquitetura, temos que ter o cuidado de fazer esse estudo.

Objetivo: informações quantitativas; se o projeto vai ou não evoluir nesse processo; o cliente precisa de números para saber se aquilo será viável ou não.


2) Programa de Necessidades:

É o contato inicial com o empreendedor, deve ser entendido como uma etapa de projeto.

Definição do escopo de coordenação e formulação do Programa de Necessidades.

É uma etapa em que "estamos conquistando o cliente".

Informa dados qualitativos relacionados aos quantitativos colhidos anteriormente e nos dá condições de passar ao nosso cliente oportunidade de corrigir alguma coisa ainda.


3) Estudo Preliminar:

Não começa mais do zero pois já temos condições suficientes para o desenvolvimento do projeto, é a materialização daquela ideia que passou por outras duas etapas e só é preliminar em termos de projeto arquitetônico.

*Tradução do Programa de Necessidades e "sonhos" do cliente para que a mesma torne-se realidade dentro das qualidades da Arquitetura.


4) Anteprojeto:

Projetos Complementares:

- Terraplenagem;

- Pojeto de Fundações;

- Projeto Estrutural;

- Projeto de Instalações (elétrica, hidro sanitários, telefonia, ar condicionado, CFTV, gás..);

- Projeto de Acústica;

- Luminotécnica;

- Esquadria;

- Arquitetura de Interiores e

- Paisagismo.


5) Projeto Legal:

De extrema importância, é o projeto que vai para a Prefeitura, deve-se obedecer as leis e cabe a nós arquitetos, dominar este processo pois a Legislação é fundamental!


6) Projeto Pre-Executivo:

Essa etapa é a evolução daquilo tudo que foi elaborado e desenvolvido até agora dentro do Anteprojeto.

Aqui há uma concordância de todos os profissionais de que aquilo vai caminhar mesmo daquela maneira e se preciso agora serão feitas mínimas modificações (se houver a necessidade de ser feita alguma tem que ser já).


7) Projeto de Detalhamento:

Estamos em uma etapa na qual tudo já foi resolvido e está na hora de produzir os desenhos dos projetos que vão para a execução na obra.

Em suma, detalhamento é pegar o Projeto Executivo com os cômodos para ser feito o detalhamento do que é necessário em uma escala maior.

8) Acompanhamento de Obra:

O Arquiteto não tem responsabilidade de acompanhar a obra, mas as vezes em projetos menores como o de interiores, ele assumem a responsabilidade. Remunerado ou não, é fundamental porque podemos corrigir coisas que só veríamos adiante.


9) Avaliação Pós Ocupação:

Pouco discutido. Você deve dar ao usuário do objeto arquitetônico informações mínimas e úteis que antecipam e evitam muitos problemas que podem ocorrer posteriormente. É a última etapa.

Ex: é dizer onde estão localizadas as tubulações do objeto em questão e etc..



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Planejamento Urbano - Rita Velloso (PUC-MG)


Rita Velloso


Tivemos o prazer e o privilégio também nesta manhã de contar com a presença da Rita (PUC) com uma palestra interessantíssma sobre Planejamento Urbano; foi super segura do que disse e falou muito bem sobre o assunto.


O slide de abertura continha a paergunta "O que é o futuro das nossas cidades?"

Rita disse que os arquitetos tem na mão um objeto muito complexo que precisa ser colocado em análise pelos estudantes. Para pensar Arquitetura é obrigatório ter o conhecimento de uma situação com uma conjuntura de um aluno que está no 1º períodoe por isso foi preciso questionar o aluno o por quê? onde? como?


Cresce a cada dia o papel da pedagogia urbana. Leis não são assuntos técnicos, são assuntos do dia-a-dia; regulam determinado campo e tratam do futuro.

Questionou questões:

Como você trata o futuro urbano?

Quem ocupa?

Quem permite ocupar?

O fato de não ter espaço para todo mundo, de ser bom morar na cidade grande por causa das ofertas mas também de muitas vezes esquecermos das pessoas que estão ali, da questão social.

O futuro não se trata de um conhecimento técnico.

Como entendemos a situação dos problemas urbanos na cidade? Precisamos antes de tudo entender e analisar o espaço. Estabelecemos as prioridades daquele determinado local.


Quais são as perspectivas atuais de enfrentamento dos problemas urbanos?

Você tem que se preocupar com o que está acontecendo, não podemos fingir que não existia nada ali antes da intervenção do arquiteto; famílias que ali moravam, plantavam tomate..

Este objeto além de complexo, está inserido em um sistema econômico, é preciso entender o mercado antes de mais nada e ter a consciência de que nosso objeto está inserido em um grande sistema.


*Constituição de 1988:

- Os Municípios são membros participantes da federação;

- Artigos 182 e 183;

- Art. 182: 1- O Plano Diretor é instrumento básico da política de desenvolvimento e de expressão urbana;

- Art. 183: 2- função social da propriedade urbana.


*INSTRUMENTOS BÁSICOS DE PLANEJAMENTO:

- Orçamento;

- Plano Diretor e

- Lei de parcelamento, uso e ocupação do solo.


  • Por onde começa um plano? Exatamente por um diagnóstico.
  • Como você chega a uma forma de planejamento? Todo planejamento é de longo alcance.

A gestão é um plano "B", precisamos administrar o imprevisto.


  • Cidade legal X Cidade Real (cotidiano):

A cidade real tem habitantes irregulares que são desconsiderados na cidade legal devido as leis.


  • A cidade para seu habitante:
- Regularização do uso da terra;

- Parcerias entre setor público e iniciativa privada para gestão de problemas;

- Áreas degradadas em processos de recuperação ambiental;

- Atenção a vocações da cidades.


  • Tipos de Plano Diretor: Municipal, o plano da cidade pequena, o plano da cidade média, o plano da cidade grande -cada um com sua particularidade e proporcional a sua escala.


*Sites interessantes para maiores informções:





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Ai, cansei.. o dia hoje foi muito proveitoso! Assuntos interessantíssimos como podem ver!
Espero que tenham gostado!
Quem foi, curtiu e quem não foi, perdeu! ahahah

Beijos e até a próxima!

A propósito, obrigada a quem teve ânimo de ler esse post super empolgado que eu fiz ahah!

;**

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Semana da Arquitetura - Noite | 3º dia

Formei, e agora? - Alvaro Giannini, Nikola Arsenic e Paulo César Lourenço (PC)


Da esquerda para a direita: Nikola Arsenic, Paulo César Lourenço e Alvaro Giannini





Os professores iniciaram o debate contando um pouco da história de suas vidas no mundo da arquitetura e depois responderam as perguntas feitas pelos estudantes dos temas mais variados possíveis.


Infelizmente não tem muito o que falar desse tema pois foi mais uma mesa redonda do que uma palestra em si.


Beijos e até amanhã.

;*